O designer brasileiro Gian Castelli retorna ao prestigiado Salão do Móvel de Milão com uma nova criação autoral. Desta vez, ele apresenta o banco Pescare, peça que integra a mostra “Chuva de Caju”, parte da programação do Fuorisalone.
Embora seja uma novidade, o banco carrega a essência do trabalho de Gian: o uso de materiais brasileiros, o respeito às técnicas tradicionais e uma estética inspirada no brutalismo. Para a estrutura, ele escolheu a madeira cedro rosa, sobre a qual aplicou manualmente a técnica japonesa Shou Sugi Ban, que consiste em queimar a superfície da madeira para aumentar sua resistência e destacar sua textura. Além disso, a estrutura também pode ser feita em madeira cumaru, oferecendo uma variação igualmente elegante.

Já o assento chama atenção por seu acabamento inusitado: feito com pele de pirarucu tingida em preto fosco, o material vem da Amazônia e é reaproveitado da indústria gastronômica. Assim, o banco reforça o compromisso do designer com práticas sustentáveis. O nome “Pescare” — que significa “pescar” em italiano — faz referência direta à origem do material e à conexão do Brasil com seus rios e tradições.
Nesse contexto, Gian Castelli propõe mais do que uma peça de mobiliário: ele oferece uma narrativa. Ao unir sustentabilidade, técnica artesanal e design contemporâneo, ele fortalece a presença da brasilidade no cenário internacional do design. Dessa forma, seu trabalho ganha destaque não apenas pela beleza, mas também pelo propósito.

Para quem deseja adquirir a peça, é possível realizar encomendas por meio do site castelli.studio ou pelo Instagram @castelli______.